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Black Friday 2020: Saiba evitar os golpes virtuais mais comuns

10/11/2020 01:57

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A Black Friday 2020 acontece na última sexta-feira de novembro, dia 27. E de acordo com a E-bit Nielsen, as vendas devem crescer 27% na comparação com a edição de 2019.

Com as mudanças de hábitos trazidas pela pandemia e os brasileiros mais familiarizados às compras pela internet, a edição de 2020 do evento deve ser a mais digital da história. Mas, com o crescimento das vendas online, os golpes virtuais também devem aumentar, segundo especialistas.

Algumas marcas, como Casas Bahia e Ponto Frio, inclusive, anunciaram que vão fazer uma Black Friday estendida e já começaram a oferecer descontos. Portanto, compradores devem ficar com os olhos abertos desde já, sem simplesmente confiar nas proteções que as lojas virtuais oferecem.

Ataques cibernéticos como phishing e instalação silenciosa de malwares enganam consumidores para roubar seus dados sensíveis, como número de identidade e dados do cartão de crédito. As consequências podem ir desde o roubo do dinheiro das vítimas até clonagem de cartão e uso da identidade para enganar mais pessoas ou solicitar empréstimos.

“Os criminosos estão colocando o esforço dos ataques nos consumidores, e não nas empresas. É muito mais fácil fazer um golpe para roubar informações de usuários do que planejar um ataque a uma grande empresa”, explica Fábio Ramos, CEO da Axur, empresa brasileira de proteção digital. “Os criminosos acharam um pote de ouro, que é explorar a fraqueza e o desconhecimento do consumidor.”

O InfoMoney ouviu especialistas para descobrir quais são os golpes virtuais mais comuns durante a Black Friday; como se prevenir contra eles; e o que fazer se você for uma vítima.

Golpes virtuais mais comuns na Black Friday

De sites ao WhatsApp: falsificação de marca (phishing)Segundo a Axur, o grande destaque ficou com a criação de páginas falsas para aplicar um golpe conhecido como phishing. Essas páginas podem assumir a forma de anúncio pago, aplicativo, e-mail, perfil em rede social, mensagens de celular ou o tradicional site.

As pessoas acreditam nas ofertas e compartilham informações confidenciais, como o número do cartão e a senha. Assim, empresas e consumidores são “fisgados” pelos cibercriminosos. “O phishing sempre visa roubo financeiro, seja por meio dos cartões ou pela venda de dados pessoais em outros cantos da internet”, afirma Emilio Simoni, diretor de cibersegurança da empresa brasileira Psafe.

Páginas desprotegidas: softwares maliciosos (malware). Os malwares são softwares maliciosos. Instalados de maneira silenciosa quando você acessa uma página na internet desprotegida, por exemplo, eles danificam dispositivos e capturam dados de consumidores.

O conhecido vírus de computador é um exemplo de malware. Outro tipo é o spyware – software que espiona as atividades realizadas no computador. Assim como no phishing, o objetivo é coletar dados sensíveis de empresas e consumidores.

Como se prevenir contra golpes virtuais?

A primeira é evitar acessar redes sem fio públicas ou de lan houses. Esses sinais de wi-fi podem estar comprometidos por cibercriminosos. Eles podem invadir a rede sem fio e começar a escanear informações valiosas – um ataque conhecido como man in the middle.

Desabilite a conexão automática e o compartilhamento de arquivos. Se você realmente precisa usar o wi-fi público, considere usar um serviço de VPN (Virtual Private Network). A criação de uma rede privada sobre a infraestrutura da rede pública adiciona uma camada de segurança contra intrusos

Uma outra dica é conferir o endereço do site (URL). Se ele começa com “https”, significa que está usando um SSL. Esse é um certificado que assegura a proteção de dados que passam do seu navegador ao servidor do site. Também leia com atenção o que exatamente está escrito nesse endereço. Como mencionado, uma tática comum é mudar apenas um caractere – por exemplo, amaz0n.com. Mesmo que o site inteiro se pareça com o de uma marca, não quer dizer que pertence a ela.

A terceira dica é não clicar no e-mail que você recebe de um banco ou de um comércio eletrônico. Digite você mesmo o endereço desses sites, para garantir que você está se conectando com a empresa certa. Ramos, da Axur, complementa: não confie também nos links fornecidos por mensagem de WhatsApp, de redes sociais e de SMS. “Links falsos são a forma mais comum de phishing.”

Mais um ponto de atenção: cuidado com preços que parecem muito baixos para ser verdadeiros. “Você pode acabar com uma mercadoria falsa, roubada ou com nenhuma mercadoria”, afirma Coclin. “Não se deixe levar por contagens regressivas, informando que a promoção está acabando. É apenas uma pressão do varejista para que você compre sem pensar”, complementa Ramos.

Fui vítima de golpe na Black Friday. E agora?

A aprovação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) foi um avanço na proteção de dados no Brasil. Mas a lei ainda prevê poucas formas de reparar danos aos consumidores que caem em golpes digitais.

Para Ramos, a LGPD ainda tem pouca força no caso da exposição dos dados pessoais feitos por golpe de terceiros. Na maior parte dos ataques cibernéticos, o próprio consumidor fornece os dados ao criminoso, ainda que tenha sido enganado. Ou seja, não foi propriamente uma invasão em algum banco de dados da empresa.

“Conseguir reaver seu dinheiro é basicamente impossível. Já que você foi vítima de uma página falsa, a empresa que teve sua identidade identidade usada para esse tipo de crime também é uma vítima do golpe”, diz o CEO da Axur. “O ideal é abrir um boletim de ocorrência (BO) e contatar seu banco ou sua operadora de cartão de crédito para informar a fraude.”

Camilla Feliciano Lopes, cofundadora da startup de mediação online MOL, explica como o consumidor deve conversar com a empresa após ter sofrido um golpe de terceiros. “O primeiro passo deve ser contatar a ouvidoria ou o SAC. Muitas vezes, a empresa também está sendo prejudicada com o golpe e nem sabe”, diz Camilla.

Caso o conflito não se resolva, o consumidor pode registrar reclamações em sites como consumidor.gov.br e o Procon de seu estado.

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