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Especialista mostra como os pais podem ensinar as crianças a lidar com dinheiro, aprender a guardar e alcançar seus objetivos

12/11/2020 05:16

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Mesmo sem ter um salário a criança é capaz de aprender que o dinheiro é um meio de conseguir o que ela quer e diferenciar os sonhos, que ela tem de ir atrás, das necessidades, que são supridas pelos pais. Este princípio básico foi desenvolvido pelo palestrante André Medeiros durante "live" sobre "Educação Financeira para Crianças" realizada nesta quarta-feira, 11, para os participantes da Fundação de Previdência Complementar do Estado de São Paulo (Prevcom).

O evento virtual integra o ciclo de palestras organizado pelo programa Conta Comigo, da Prevcom, em parceria com a DSOP Educação Financeira e teve o objetivo de abordar por meio de conceitos simples a melhor maneira de tratar do assunto com os filhos e prepará-los para lidar com o dinheiro sem cometer os erros comuns dos adultos.

Dinheiro eletrônico
O educador da DSOP ressalta que o primeiro passo é mostrar porque as moedas e cédulas foram criadas e para que servem. "Sua origem vem do escambo, de um sistema de trocas, e ele existe para simplificar esta relação", comenta Medeiros. Esta noção se perdeu e seu significado fica cada vez mais distante com o avanço dos meios de pagamento que abriu acesso a um conjunto amplo de ferramentas eletrônicas e de saída automática do dinheiro.

Por estes fatores, a figura do cofrinho é essencial. Ele é um dos principais aliados da educação financeira porque permite que a criança consiga enxergar o que está acumulando. Dentro desta simbologia se agrega o conceito de tempo. "É preciso ensinar que o que a criança vai guardar no cofrinho não é apenas dinheiro. Ela vai compreender que há um propósito e que quando ele encher poderá realizar seu sonho".

Segundo Medeiros, os adultos devem conversar com os filhos e netos para saber quais são estes sonhos e quanto custam. É preciso entender que o tempo da criança é diferente e elencar os objetivos que ela deseja alcançar em curto espaço de tempo, os que podem esperar um pouco mais e os de longo prazo. "Com os cofrinhos ensinamos a ter calma, que há um tempo das realizações e começar a ensinar a guardar e eliminar o imediatismo das coisas" assinala.

Mesada
Um passo importante é mostrar como reter sempre uma parte do que se define como "mesada de terceiros", que é o dinheiro que recebe dos avós, tios, padrinhos em ocasiões especiais. Os pais também precisam dar o exemplo. Deixar moedas jogadas pela casa, por exemplo, passa a ideia de algo sem valor. Dizer que o orçamento está apertado e sair do shopping cheio de sacolas também é contraditório. Os filhos crescem e replicam o comportamento dos pais.

Medeiros alerta para um erro clássico que precisa ser evitado no momento em que concluir que a criança tem idade para administrar sua "mesada fixa". "Nesta fase comete-se um erro muito grande ao vincular a mesada a prêmio ou um castigo. A gente está ensinando que o dinheiro só vem como prêmio e isso vai impactar no futuro. Cometendo equívocos como este os pais criam aquele adulto que só faz alguma coisa à base de troca ou o aluno que só se aplica se valer nota".

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